segunda-feira, 1 de setembro de 2008

PLANO DE CURSO PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2008

C. Horária: 45 h Departamento: DEMAC
Horário de aula: 5ª feira Das 14:50 às 17:40 Sala: 8 Bloco 3M
Horário de atendimento: 5ª feira Das 10 às 11h30 e das 14:00 às 14h50 Sala: Professores Bloco 1V


Objetivo
Ter uma visão crítica sobre a complexidade cultural de hoje.
Identificar as diferentes relações estabelecidas entre teatro e cultura popular.
Realizar pesquisa de campo na área de cultura popular.
Reconhecer a teatralidade da cultura popular, bem como os aspectos da cultura popular
imbricados no fazer teatral.


Ementa:
Estudo das culturas na sociedade contemporânea em sua complexidade. O teatro e suas relações
com a cultura tradicional e com os movimentos populares.
Análise da produção cultural brasileira. Estudo teórico-prático das manifestações culturais no
Brasil e suas interseções com os estudos teatrais. Estabelecimento de relação direta com a cultura
tradicional local.


Conteúdo programático:
· Estudo do conceito de Cultura Popular.
· A cultura tradicional na sociedade contemporânea: indústria cultural, urbanização,
sociedade das aparências.
· Culturas na pós modernidade e na sociedade contemporânea: novas tecnologias,
sociedade do simulacro.Teatro popular em sua diversidade.
· O teatro inserido nas “culturas tradicionais”: definição e repertório. Matrizes culturais.
· A cena contemporânea de hibridismo, misturas e diálogos entre as diferentes culturas.
· O contexto cultural local: as tradições de Uberlândia e região.


Procedimentos Didáticos:
Aulas expositivas;
Pesquisas de campo orientadas: Festa do Congado na Serra do Salitre, encontro de Moçambiques no
Bairro Patrimônio em Uberlândia, Festa do Congado em Uberlândia;
Leituras orientadas;
Debates em sala relacionando prática e teoria;
Relatórios individuais escritos.
Oficina prática relacionando teatro e culturas populares;
Comunicação virtual e coletiva com o blog: http://teatroeculturapopular.blogspot.com/ .


Procedimentos de Avaliação:
Três debates estruturados em sala a partir de temas selecionados em aula, valendo 70 pontos
Avaliação coletiva e auto avaliação, valendo 30 pontos.


Bibliografia
ARANTES, Antonio Augusto. O que é cultura popular. São Paulo Brasiliense, 1987.
BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François
Rabelais. São Paulo: HUCITEC/ Editora da Universidade de Brasília, 1987.
BENJAMIN, Roberto. Folclore/Cultura Popular: 150 anos de muita discussão. Caderno do 4º
Encontro com o Folclore/Cultura Popular. UNICAMP, 1994.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Festa do Santo de Preto.Rio de Janeiro: FUNARTE/ Instituto Nacional
do Folclore; Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1985.
BRASILEIRO, Jeremias. Congadas de Minas Gerais. Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2001.
CARVALHO, José Jorge de. O Percevejo: revista de teatro, crítica e estética, ano 8, nº 8. O lugar da
cultura tradicional na sociedade moderna. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2000.
FRADE, Cáscia . Folclore/Cultura Popular: aspectos de sua história. Caderno do 4º Encontro com o
Folclore/Cultura Popular. UNICAMP, 1994.
GARCIA CANCLINI, Nestor. Culturas Híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São
Paulo: EDUSP, 2000.
LOURENÇO, Luís Augusto Bustamante. Bairro do Patrimônio: Salgadores e Moçambiqueiros.
Uberlândia: Secretaria Municipal de Cultura, 1986.
MORAIS, Sérgio Paulo. Cadernos de Pesquisa do CEDHIS: nº 26, ano 13. Trabalhos e vivências de
carroceiros: modos, tradição e vida. Uberlândia: CEDHIS, 2000.
PELLEGRINI Filho, Américo. O que é isso chamado folclore? Caderno do 4º Encontro com o
Folclore/Cultura Popular. UNICAMP, 1994.
THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em Comum. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
Uberlândia, agosto de 2008.
________________________________________
Professora Doutora Renata Bittencourt Meira

Um comentário:

Victor Rodrigues disse...

TEATRO E CULTURA POPULAR

*O lugar da cultura tradicional na sociedade moderna



O título desse artigo da revista Teatro , Crítica e estética; já me remete várias perguntas que parecem ter respostas muito fáceis de se chegar. Mas na verdade não é. Seria preciso muita discussão para se chegar a essa resposta e quanto mais eu aprendo e assimilo sobre as coisas, mais difícil fica chegar a uma resposta concreta dos assuntos ao qual me questiono. As perguntas surgidas, em partes, ao iniciar o texto são as seguintes:

• O que seria cultura popular?
• O que seria cultura tradicional?
• Quanto tempo necessita um tipo de cultura para a mesma se tornar tradicional? (levando em conta tudo isso que o autor diz sobre o “rotulamento” de cultura)
• O que devemos fazer para analisar uma cultura? (O autor critica os meios ou ferramentas, mas, ao fazer isto, ele mesmo as usa para criticar os analistas, antropólogos, etc.)

Ao ler mais paginas do texto obtive algumas respostas: como o caso da diferenciação e distinção das culturas; a resposta está na definição de identidade de indivíduo como papel social. A cultura de massa, por exemplo, não cria essa definição de identidade.
“Estou consciente de que são vários os sujeitos que falam através desses argumentos que utilizo. Esse deslocamento constante de perspectiva é inevitável nessas discussões sobre níveis ou dimensões de cultura: às vezes discorremos em nome do pensamento burguês, que colocou esse problema; em outras, é o mesmo pensamento que questiona as próprias categorias que criou, através da crítica dialética.
(...) ” Bom, primeiro devemos ver a qual publico está direcionado este parágrafo. E sobre os níveis ou dimensões, como medi-los? Isto se torna praticamente impossível ao passo, da experiência que temos em historia, de que a cultura sempre muda. E como não filosofar??? SOPHIA significa SABEDORIA. PHILO significa "Amor Filial", ou Amizade; Literalmente, um Filósofo é um AMIGO, ou AMANTE de SOPHIA, alguém que admira e busca a SABEDORIA. Se eu penso, logo filosofo. É inerente do homem, não tem como desprender pensamento de filosofia.
Para pesquisarmos cultura, primeiramente deveríamos pesquisar os métodos de pesquisa antropológicos, para depois, realmente, discorrer sobre cultura.